O governo federal anunciou uma redução de 17% no orçamento destinado às atividades de fiscalização ambiental e à prevenção de incêndios florestais para o ano de 2026. A previsão de gastos para essa área ficou em R$ 495,8 milhões, o que representa uma diminuição de aproximadamente R$ 101 milhões em relação ao orçamento de 2025. Essa mudança tem provocado preocupações entre especialistas e organizações ambientais, que alertam para possíveis impactos na preservação dos biomas brasileiros.
Impactos do corte no orçamento ambiental
A redução no orçamento compromete ações essenciais de fiscalização e combate a incêndios florestais, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade como a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado. A diminuição dos recursos pode dificultar o monitoramento de áreas de risco, a implementação de medidas preventivas e a atuação rápida em casos de incêndios, aumentando a probabilidade de danos ambientais e perda de biodiversidade.
Repercussões e preocupações
Analistas ambientais e entidades de defesa do meio ambiente destacam que o corte pode enfraquecer os esforços de fiscalização e tornar mais difícil cumprir as metas de conservação estabelecidas pelo país. Além disso, a diminuição dos recursos pode afetar programas de sensibilização e de capacitação de agentes de fiscalização, além de prejudicar a aquisição de equipamentos necessários para o combate aos incêndios.
Perspectivas para 2026 e desafios futuros
Com o orçamento reduzido, o desafio será manter a efetividade das ações de fiscalização e prevenção. Especialistas sugerem a necessidade de otimizar recursos, fortalecer parcerias com órgãos estaduais e municipais e ampliar o uso de tecnologias de monitoramento remoto. A expectativa é que a redução de recursos possa impactar a capacidade de o Brasil proteger suas áreas naturais mais vulneráveis, colocando em risco os avanços conquistados na preservação ambiental nos últimos anos.
