Ah, Google Discover! Que maravilha seria ver seu conteúdo explodir ali, não é mesmo?
Aquele fluxo constante de leitores que nem sabiam que precisavam do que você tem a dizer. Um sonho, uma utopia… ou uma realidade bem tangível.
Enquanto a Busca é um cliente que pede algo específico, o Google Discover é um atendente que já sabe o que ele gostaria de levar antes mesmo de pedir.
É pura mágica preditiva, baseada em interesses e no contexto. Então, por que seu material parece invisível nesse palco?
Se seu tráfego no Discover está estagnado, ou nem existe, há um desalinhamento. Não basta ter um bom texto.
Você precisa oferecer uma experiência que o algoritmo do Google confie a ponto de recomendar para milhões de pessoas.
Vamos juntos mergulhar nas barreiras que impedem sua entrada nesse feed e descobrir como reverter o jogo.
A confiança é a chave
A aparição no Google Discover, meu caro, está profundamente ligada à confiança. Os princípios de E-E-A-T são a espinha dorsal aqui.
Na busca, o usuário está atrás de uma resposta. Mas no Discover? Ah, ali o Google é quem faz a oferta. E essa oferta é um voto de confiança gigantesco.
Se seu conteúdo não aparece, o gargalo geralmente está na forma como o algoritmo percebe sua credibilidade e sua relevância. Não é só sobre novidade.
Imagine o Google Discover como a vitrine de uma livraria sofisticada. Os livros em destaque não são apenas os com capas bonitas.
São aqueles que o livreiro, o Google, sabe que têm um conteúdo de tirar o fôlego e que não vão decepcionar o cliente.
Conteúdo que não estabelece um nível básico de E-E-A-T corre um risco enorme. Pode ser rotulado como superficial ou enganoso. O resultado? Barrado.
Qualidade além do óbvio
O Google é claro sobre o que ele não quer promover no Discover. A experiência do usuário nesse feed é hiper sensível a frustrações.
O bloqueio mais comum acontece quando seu conteúdo beira as linhas vermelhas, mesmo sem cruzá-las de frente.
Enquanto muitos falam das proibições óbvias, o verdadeiro obstáculo está na qualidade da sua proposta de valor.
Um artigo pode não ser perigoso, mas se for raso demais, será simplesmente ignorado. Por quê? Por falta de Experiência.
Faça um teste rápido: este conteúdo poderia ser escrito por qualquer um, ou exige uma vivência real? Se for “qualquer um”, ele é invisível no Discover.
Sobre o mito do conteúdo “evergreen” versus notícias, o Discover adora ambos. Mas a chave é a ressonância temporal.
Notícias precisam ser rápidas e confiáveis. Conteúdo perene precisa ser tão impecável e atualizado que parece novo.
Seu título pode te sabotar
O título, ah, o título! Ele é o que primeiro fisga a atenção no Discover. É o fator mais importante para o seu click-through rate (CTR).
Mas cuidado: otimizar demais para cliques, o famoso “clickbait”, é uma sentença de morte para sua visibilidade.
O Google, esperto que é, mede ativamente como os usuários interagem depois do clique. Sim, ele sabe.
Imagine este caso: um site publicou “Você Está Perdendo R$ 5.000 Por Mês?”. O CTR inicial foi altíssimo, de 15%.
Mas os usuários liam por 30 segundos e voltavam. O Google interpretou: o título prometeu demais e o conteúdo falhou.
O resultado? O artigo foi barrado permanentemente do Discover para aquele domínio. A confiança foi quebrada.
A regra de ouro é: Correspondência Tonal. Seu título precisa ser um reflexo fiel e envolvente da promessa real que seu conteúdo entrega.
A imagem que abre portas
No Google Discover, a imagem não é um mero enfeite. Ela é o vetor primário de atração. É o que faz o usuário parar de rolar.
Falhas técnicas ou estéticas na imagem são, muitas vezes, o motivo número um para um conteúdo relevante ser excluído.
Para entender a profundidade, precisamos ir além da regrinha básica dos 1200 pixels de largura e entender o porquê dela.
Erros técnicos que bloqueiam
O Discover exibe seus cartões de conteúdo. Eles precisam carregar instantaneamente em uma infinidade de conexões móveis.
Imagens grandes e bem otimizadas garantem que o cartão seja visualmente rico, mas sem atrasar a renderização do feed.
Pense na imagem como a pista de pouso para seu conteúdo. Se ela for pequena ou de baixa resolução, o “avião” não pousa.
Aqui estão os requisitos técnicos inegociáveis:
- Formato e dimensão: Use JPEGs, PNGs ou WebP com proporção 16:9 e largura mínima de 1200px.
- O imperativo do
max-image-preview:large: Esta meta tag, no<head>do seu HTML, é o sinalizador explícito para o Google. - Conteúdo da imagem: O Google desencoraja o uso do logo do seu site como imagem principal. Isso dilui a experiência.
A velocidade no celular
O Google Discover é um canal mobile. A experiência de carregamento e a usabilidade são barreiras técnicas primárias.
Pense comigo: um site cheio de pop-ups intrusivos, ou que leva mais de 3 segundos para se tornar interativo, está fadado ao fracasso.
O Google avalia a continuidade da experiência. O usuário clicou? A página carregou bem? Se falhar em qualquer etapa, a punição é clara: exclusão do feed.
Como entrar no radar
Agora que superamos os requisitos técnicos, a otimização para o Discover muda de patamar. Ela migra para uma estratégia de engajamento.
Você precisa sinalizar ao Google que seu público não apenas clica, mas que ele valoriza seu conteúdo de verdade.
Foque em um único tema
O Google Discover não distribui conteúdo aleatório. Ele mapeia seu site como um centro de conhecimento em tópicos específicos.
Se você escreve sobre “culinária”, mas de repente fala de “mecânica de carros”, o algoritmo não consegue classificar sua Expertise.
Organize seu conteúdo em torno de pilares temáticos (topic clusters). Isso ajuda o algoritmo a inferir sua Autoridade em um nicho.
O Discover adora artigos que oferecem uma perspectiva única. Se seu conteúdo é apenas uma reformulação de outro, ele não tem valor de recomendação.
Seu painel de controle secreto
Muitos gestores de SEO verificam apenas o tráfego orgânico no Google Search Console (GSC). Grande erro!
O relatório de desempenho do Discover é seu mapa, seu diagnóstico. Ele mostra as impressões e cliques específicos do feed.
Se você tem impressões, mas um CTR abaixo de 2%, é um sinal: seu título e sua imagem estão desalinhados com o conteúdo.
Se você tem poucas impressões, o problema é mais profundo: qualidade fundamental e indexação do seu site.
Anote a regra das 24 horas: o engajamento inicial é crucial. Se o artigo não recebe interação logo, a chance de “pegar tração” é mínima.
Dê vida ao conteúdo antigo
Embora o conteúdo evergreen construa autoridade, o tráfego explosivo do Google Discover vem da intersecção do perene com o atual.
Suponha que você tenha um artigo sobre “Como Planejar uma Viagem de Baixo Custo”. Aí, surge uma notícia sobre uma crise cambial.
De repente, seu artigo ganha um novo gancho de relevância imediata. Otimize o título para refletir essa conexão.
Isso sinaliza ao Discover que este artigo antigo e confiável se tornou relevante agora. Essa é uma marca de Expertise estratégica.
Pronto para descomplicar o Google Discover? Nós estamos aqui para te guiar nessa jornada.
Venha construir uma estratégia que não só alcança, mas ressoa profundamente com seu público.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é Google Discover e como ele se diferencia da Busca Google?
O Google Discover é um feed de conteúdo preditivo que oferece artigos com base nos interesses do usuário, funcionando como um atendente que sabe o que o cliente gostaria. Diferente da Busca, onde o usuário procura algo específico, no Discover, o Google faz a oferta de conteúdo.
Por que meu conteúdo não aparece no Google Discover?
A ausência no Discover geralmente está ligada à forma como o algoritmo percebe a credibilidade e relevância a longo prazo do seu conteúdo, além de barreiras de qualidade, títulos enganosos e falhas técnicas nas imagens e experiência mobile.
Qual a importância do E-E-A-T para aparecer no Google Discover?
Os princípios de E-E-A-T (Experiência, Expertise, Autoridade, Confiabilidade) são a espinha dorsal. O Google faz uma oferta de conteúdo no Discover, que é um voto de confiança, e se o conteúdo não estabelece um nível adequado de E-E-A-T, ele corre o risco de ser ignorado.
Títulos ‘clickbait’ funcionam no Google Discover?
Não. Otimizar demais para cliques com títulos clickbait é uma sentença de morte para a visibilidade a longo prazo. O Google mede a interação do usuário após o clique, e se o conteúdo não entrega o prometido, o artigo é barrado, quebrando a confiança. A regra de ouro é a ‘Correspondência Tonal’.
Quais são os requisitos técnicos para imagens no Google Discover?
As imagens devem ter formato JPEG ou PNG, proporção 16:9, largura mínima de 1200px e serem otimizadas (idealmente WebP). É crucial usar o meta tag `max-image-preview:large` no “ do HTML e evitar usar o logotipo do site como imagem principal.
A experiência mobile do meu site influencia a visibilidade no Discover?
Sim, a experiência mobile é crucial. O Google Discover é um canal mobile, e a velocidade de carregamento (Core Web Vitals), a responsividade do site e a ausência de pop-ups intrusivos são barreiras técnicas primárias. Falhas nisso levam à exclusão do feed.
Como posso sinalizar expertise ao algoritmo do Google Discover?
Organize seu conteúdo em torno de pilares temáticos (topic clusters) para ajudar o algoritmo a inferir sua autoridade em um nicho. Crie conteúdo de ‘profundidade única’ com uma perspectiva ou vivência real, que não seja facilmente replicável, injetando sua experiência singular.
