O deputado federal Mário Frias, do PL-SP, está no centro de uma investigação preliminar conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao filme que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração investiga a destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade vinculada à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme, intitulado “Dark Horse”.
Dificuldades de notificação do STF
Até o momento, o STF não conseguiu notificar Mário Frias para que ele preste esclarecimentos sobre o caso. Em uma tentativa recente, um oficial de justiça visitou o endereço do parlamentar em Brasília, mas foi informado pelo porteiro do edifício que ele não reside no local há dois anos. O endereço foi fornecido pela Câmara dos Deputados após a determinação do ministro Flávio Dino, que é o relator do caso.
Tentativas de contato
Outras tentativas de notificação ocorreram em 31 de março, 7 e 14 de abril, sem sucesso. Em uma ligação ao gabinete de Frias, a secretária informou que ele estava em uma “missão internacional” e não tinha previsão de retorno.
Contexto da investigação
A investigação em andamento busca esclarecer se houve desvio de finalidade no uso dos recursos públicos destinados ao Instituto Conhecer Brasil. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) foi quem apresentou a representação que levou o caso ao STF. Mário Frias, que foi secretário especial da Cultura durante o governo Bolsonaro, defende que não há irregularidades nas emendas, citando um parecer da Advocacia da Câmara que confirma a ausência de inconsistências nos repasses.
Repercussões políticas
A situação de Mário Frias eleva a tensão entre o Judiciário e os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em um momento onde várias investigações políticas estão em andamento no Brasil. O caso do filme “Dark Horse” se torna um ponto focal, especialmente após revelações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado apoio financeiro a um banqueiro para a produção.
